Lenda do Boto Cor-de-Rosa: folclore brasileiro

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O termo folclore veio do inglês folk, que significa povo, e lore, que significa cultura. Segundo o livro Mitos – O Folclore do Mestre André, de Marcelo Xavier, o folclore é um conjunto de coisas que as pessoas sabem, sem saber exatamente quem as ensinou.

São normalmente histórias e superstições passadas de geração para geração, contadas oralmente. Como as pessoas de muito antigamente não conseguiam explicar alguns fenômenos da natureza devido a falta de conhecimento, diziam que tais acontecimentos eram obras de criaturas fantásticas que habitavam o mundo.

Para conhecermos uma pessoa, precisamos saber o que ela sente, o que gosta ou não gosta, o que pensa, o que sabe. Não é verdade? Pois então: o povo é como se fosse uma pessoa. Para conhecê-lo melhor, precisamos conhecer o seu folclore.

Mitos – O Folclore do Mestre André, de Marcelo Xavier

Tendo conhecido um pouquinho do que é o folclore, vou contar para vocês uma lenda que me marcou muito na infância. A lenda do Boto Cor-de-Rosa!

A lenda do Boto é ainda muito popular no norte do Brasil, tendo sua origem na região amazônica. Bastante presente no folclore brasileiro, muitas mães solteiras na região do Amazonas afirmam que seus filhos são filhos do Boto.

Muita gente conta que viu. Algumas mulheres dizem até que dançaram com ele. A verdade é que todas suspiram quando falam seu nome… 

É o Boto, o mito encantador que adora a noite e as festas à beira dos rios da Amazônia. Durante o dia, é um peixe. Às primeiras horas da noite, ele sai da água e se transforma em um rapaz forte e bonito. Vestido de branco, usa um chapéu que nunca tira, para não mostrar o orifiício por onde respira, no alto da cabeça.

Em seguida, o Boto parte para conquistar o coração de alguma mulher. Não é difícil: ele é simpático, grande dançarino, muito alegre e brincalhão. Tem uma conversa boa que rola como o próprio rio.

Depois de dançar e se divertir muito, o Boto vai namorar na beira do rio. Quando chega a madrugada, ele se despede da companheira, pula na água e volta a ser peixe. 

Com muitas dessas namoradas ele tem filhos, mas nunca se interessou por eles. Só quer saber de continuar indo a festas, dançando e conquistando outros corações pelas noites da Amazônia.

Ainda do livro Mitos – O Folclore do Mestre André, de Marcelo Xavier

Outra fonte ainda afirma que alguns de seus acessórios, como uma espada que em algumas versões ele carrega presa ao cinto, são na verdade outros habitantes do rio. Li também que o boto, na forma do mamífero, é apresentado como protetor das mulheres e, em náufragos, é visto empurrando as mulheres para a margem do rio.

Iremos tentar postar mais sobre o fantástico folclore brasileiro aqui no blog! Espero que gostem e, qualquer coisa que queiram acrescentar, podem colocar nos comentários!

Alícia

0 comment on Lenda do Boto Cor-de-Rosa: folclore brasileiro

  1. Nivea
    04/11/2014 at 15:07 (3 anos ago)

    Amo muito o folclore brasileiro que une lendas indígenas, africanas e portuguesas…

    • Alícia Cohim
      04/11/2014 at 18:45 (3 anos ago)

      Nós também! 🙂