Criaturas mágicas de As Crônicas de Nárnia

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (2005)

O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (2005)

(Esse post contém alguns spoilers).

As Crônicas de Nárnia são uma série de sete livros de fantasia do britânico Clive Staples Lewis. Escritas entre 1949 e 1954, e publicadas originalmente no Reino Unido pela HarperCollins, entre 1950 e 1956, tudo começou com O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. De início, Lewis não tinha interesse em escrever mais livros, mas por conta da recepção do público e de seus próprios amigos (incluindo o escritor de O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien), resolveu continuar a explorar o mundo que começara a criar (o nome “Nárnia” pode se referir tanto ao país que é cenário principal da série quanto a todo esse novo mundo).

No começo, os livros não eram numerados, e quando foram, a editora considerara apenas a data de publicação de cada um. Mais tarde, em 1994, houve uma renumeração, nunca oficializada pelo autor. Segundo esta, a ordem cronológica da história é: O sobrinho do mago; O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; O cavalo e seu menino; Príncipe Caspian; A viagem do Peregrino da Alvorada; A cadeira de prata e A última batalha. Apesar disso, muitos fãs da série defendem a ideia de que a ordem de leitura “correta” é a de publicação mesmo, afinal, é esta que segue a criação de Nárnia conforme o pensamento do autor.

Segundo o site da Natgeo, Lewis não pensava em escrever uma história cristã, apesar das várias referências à Bíblia, e sim um conto infantil. Para isso, ele usou, entre outras coisas, ingredientes de vários dos nossos contos de fadas favoritos: seres de várias mitologias; e por amar muito a série, resolvi falar um pouquinho sobre alguns dos personagens-criaturas mágicas que participam desta história.

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James McAvoy como Sr. Tumnus, em 2005. Na tv, em 1988, foi interpretado por Jeffrey S. Perry

“De repente, à luz do lampião, surgiu um tipo muito estranho.” O leão, a feiticeira e guarda-roupa.

Impossível não começar com o Sr. Tumnus, não? Ele é o primeiro narniano que Lúcia Pevensie conhece ao chegar lá, e a amizade dos dois é uma das coisas mais lembradas ao se falar de Nárnia.

Por ser um servo da rainha Jadis, ele costumava dizer que não se parecia nada com seu pai, que lutara contra ela (nos livros não é citado como e quando isso aconteceu). Apesar disso, os dois tinham aparências parecidas.

Em As Crônicas de Nárnia, os faunos tinham pernas de bode e tronco e rosto de humano (ao contrário dos sátiros, também presentes na obra, que tinham o rosto de bode também). Eles eram os servos de Aslam mais leais, além de nobres e gentis.

Peter Dinklage como Trumpkin, em 2008. Foi interpretado por Big Mick em 1989.

Peter Dinklage como Trumpkin, em 2008. O papel foi de Big Mick em 1989.

“Pedro percebeu que [o fardo] era mesmo uma coisa viva: um anão, de pés e mãos amarrados, que tentava com toda a força libertar-se.” Príncipe Caspian.

Trumpkin era um anão vermelho, exilado quando Nárnia foi conquistada pelos telmarinos, sendo assim, um dos “antigos narnianos”. Os anões eram chamados por Aslam de “filhos da terra” (da mesma forma que os humanos são chamados de “filhos de Adão e Eva”).

Escolhi falar dele por achá-lo um personagem muito interessante. Inicialmente, ele não acredita na trompa mágica da Rainha Susana, muito menos nela ou em Aslam. Mesmo assim, se voluntaria para ir até Cair Paravel buscar a resposta ao chamado da trompa. Acredito que isso só reforça a imagem do amor dele por Nárnia. O outro motivo é que ele foi interpretado pelo Dinklage, rs.

A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)

A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)

“(…) e só quando a viram compreenderam o que era a verdadeira beleza.” A Viagem do Peregrino da Alvorada.

A Lilliandil é uma das personagens mais lindas de todas as Crônicas, e não sem motivo, afinal ela era nada mais nada menos do que uma meia-estrela. Seu pai, Ramandu, era uma estrela caída, logo, sua mãe provavelmente era humana. Usava um longo vestido azul e seus cabelos eram loiros.

Ela e seu pai cuidavam da Mesa de Aslam e da Faca de Pedra – usada para matar o leão -, na ilha de seu pai, no início do fim do mundo. E foi pelos cuidados dos dois que três dos sete fidalgos narnianos, buscados pela tripulação do Peregrino, caíram num sono profundo e foram impedidos de voltar à Telmar. Alguma semelhança com A bela adormecida? Foi o que pensei! Aliás, Caspian também pensou, e fez menção ao conto quando perguntou a ela como acordaria os fidalgos. Ah, mais tarde ele a pede em casamento e faz dela sua rainha. Casal pouco lindo, né?

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A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010)

Lilliandil foi interpretada nas adaptações da BBC pela Gabrielle Anwar e, em 2010, pela Laura Brent. Inclusive, só nesse ano a personagem ganhou um nome, criado pelo produtor Douglas Gresham. Até então, mesmo nos livros, ela era chamada apenas de “filha de Ramandu”.

“Os dois [Tirian e Precioso] amavam-se como irmãos e, em guerras anteriores, ambos já haviam salvo a vida um do outro” A última batalha.

Precioso (no original, Jewel) é um unicórnio narniano que aparece apenas em A última batalha. Ele tem um chifre azul gelo, pelagem branca e usa uma corrente dourada no pescoço.

Jewel

Ilustração de Pauline Baynes

Por ser um personagem secundário que aparece no último livro, não se sabe muito de sua história, mas pode se dizer que em algumas vezes, por ser uma animal raro e respeitado (afinal, ele era o melhor amigo do rei Tirian, governante de Nárnia na época em que viveu), ele acabava sendo um pouco teimoso. Apesar disso, era muito leal tanto a Aslam, quanto ao seu amigo rei.

Além desses, é claro que existem vários outros seres mágicos nas Crônicas, muitos deles queridíssimos, mas se quiserem aproveitá-los todos, só posso deixar o convite pra que leiam (ou releiam) essa série tão linda! <3

Espero que tenham gostado!

Emily

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