As Musas

Apolo e as musas, Autor desconhecido

Ninfas feitas pelos deuses para inspirar a criação artística e científica, as musas são algumas das personagens mais conhecidas e adoradas da cultura grega. As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, sempre acompanhadas pela lira do deus Apolo. Suas moradas ficavam, na maioria das vezes, perto de rios e riachos. E esses eram os seus locais favoritos para dançar e cantar. Como eram bastante orgulhosas e zelosas de sua honra, puniam a qualquer mortal que ousasse presumir igualdade com elas na arte da música.

A origem das musas foi dada após a vitória dos deuses olimpianos sobre os titãs. Terminada a guerra, foi pedido a Zeus que ele criasse divindades que cantassem a vitória deles e perpetuassem sua glória. Então, para criar tais divindades, Zeus dormiu (hoho) com Mnemósine, deusa da Memória, durante nove noites consecutivas. Como resultado dessas nove noites, nasceram as musas.

Homero chega a mencionar as nove musas em a Odisseia, porém nunca lhes dá nomes. Foi Hesíodo, em Teogonia, o primeiro a dar nome às nove, e foi a partir de então que passaram a ser reconhecidas:

Calíope, “a de bela voz”, musa da Poesia Épica, é representada por uma figura de donzela de ar majestoso, sempre carregando nas mãos um livro, um rolo de pergaminho e uma pena; Urania, “a celestial”, musa da Astronomia e Astrologia, é comumente representada vestida de azul, tendo em torno de si um globo terrestre, um compasso numa de suas mãos e uma coroa formada por um grupo de estrelas; Terpsícore, “a que dança”, musa da Dança, é representada com uma lira.

Clio, “a proclamadora”, musa da História, aparece sempre com uma trombeta em mãos; Euterpe, “a doadora de prazeres”, musa da Música e da Poesia Lírica, é representada com uma flauta; Tália, “a festiva”, musa da Comédia, é representada segurando uma máscara cômica.

Melpômene, “a cantora”, musa da Tragédia (apesar de seu canto alegre), é representada, na maioria das vezes, com uma máscara trágica; Erato, “a amável”, musa da Poesia Romântica, é representada sempre com uma lira ou outro instrumento de cordas; Polímnia, “de muitos hinos”, musa da Poesia Sagrada e da Geometria, tem um ar pensativo e é representada usando uma túnica e um véu.

Comments are closed.