Baba Yaga e Vasilisa, a Bela, de Alexander Afanasyev

A princesa Vasilisa Prekrasnaya, também conhecida por nomes como Vasilisa, a Bela ou Vasilisa, a Sábia, juntamente com a bruxa Baba Yaga, são duas das figuras mais famosas do folclore russo, utilizadas em várias linhagens de contos. A Vasilisa, por todas as coisas que li sobre ela, não é uma princesa comum, que espera ser salva, estilo Bela Adormecida.

Se formos comparar, ela está mais para Mulan, já que ajuda o príncipe a derrotar o vilão, isso se não fizer isso sozinha (mesmo que não pareça ter uma personalidade muito forte)… Esse conto é só um de muitos dos contos russos que foram coletados por Alexander Afanasyev (1826 – 1871) e inseridos no livro Russian Fairy Tales. E é bem provável que outros contos desse livro venham parar no Ftale, porque né ♥.

“Há muitos e muitos anos vivia, num reino longínquo, um mercador. Durante doze anos viveu com a mulher, mas só teve uma filha, chamada Vasilisa.

Teria a menina seus oito anos, quando a mãe adoeceu gravemente. Porém, antes de morrer, chamou a filha e disse-lhe:

– Sinto que os meus dias estão prestes a se acabar mas, antes de fechar os olhos, ainda tenho uma tarefa a cumprir. Com a minha benção, deixo-te uma boneca. Nunca te separes dela, pois tem o poder de resolver muitos problemas e um dia ainda te há de ser útil.

Em seguida, deu-lhe a boneca, beijou-a na testa e fechou os olhos.

O mercador sofreu muito com a morte da mulher, até que um dia resolveu se casar novamente. Tomou como esposa uma viúva, experiente dona de casa e mãe de duas meninas da mesma idade de Vasilisa. Mas, ai dele, bem depressa a mulher demonstrou ser malvada e as filhas não o eram menos.  Como Vasilisa era muito bonita e gentil, entregavam-lhe os trabalhos mais pesados, na esperança de que ela perdesse sua beleza. Mas, pelo contrário, ela crescia cada vez mais bonita e saudável. Nunca se cansava e obedecia de modo exemplar. Como isto era possível?

É fácil. A boneca que a mãe lhe tinha dado ajudava-a muito porque gostava de sua pequena dona.Todas as noites, antes de se deitar, Vasilisa levava-lhe alguma comida e dizia-lhe:

– Querida bonequinha, come que te faz bem e ouve a minhas penas. Sou criada em casa de meu pai. A madrasta e as minhas meias-irmãs nem me deixam tomar fôlego. Como me devo comportar?

Depois de ter comido, a bonequinha sossegava-se e garantia-lhe que, na manhã seguinte, o trabalho estaria todo feito.

E como por magia, enquanto Vasilisa descansava, o jardim ficava limpo de ervas daninhas, a casa arrumada e o fogo crepitava no fogão.

Os anos passaram e Vasilisa tornou-se uma linda jovem. Os mais garbosos rapazes da aldeia queriam-na para esposa, enquanto as filhas da madrasta não recebiam sequer um segundo de atenção. Por isso, a todos que vinham pedir a mão de Vasilisa, a madrasta respondia irritada:

-Primeiro terão que se casar as mais velhas e só depois aquela miserável.

Ora, um dia o pai de Vasilisa teve de ir para longínquas terras, a negócios. A madrasta aproveitou logo a ocasião para mudar da casa da aldeia para uma modesta casinha a entrada do bosque. Bem no meio do mesmo bosque vivia a bruxa Baba Yaga, uma feiticeira malvada e irascível.

Na casa nova a vida de Vasilisa não se modificou. A madrasta encontrava sempre um motivo para manda-la ao bosque, na esperança de que a menina se perdesse. Contudo, com a ajuda da bonequinha, Vasilisa regressava sempre, sã e salva. A madrasta e as meias-irmãs tentaram se livrar de Vasilisa muitas e muitas vezes; porém, a menina, que tinha bom coração e muita paciência, voltava sempre sorridente. Esperava que, com seu sorriso, conseguisse fazer as três mulheres se arrependerem das suas maldades. Tudo em vão!

Chegou o outono, pesado e frio, e a madrasta distribuía pelas três jovens os trabalhos que se fazem lentamente ao serão, ao canto da lareira, enquanto se fala cem voz baixa. Uma fazia renda, outra tricotava e Vasilisa fiava.

Certa noite, a madrasta apagou as luzes e foi se deitar, deixando uma vela acesa para as três meninas. Em breve, porém, a pequena chama começou a tremer e uma das meias-irmãs, em vez de endireitar o pavio, apagou a vela, dizendo que já tinha acabado. A escuridão envolveu a casa e um pesado silêncio desceu sobre as três jovens.

– Que pouca sorte! – exclamou a mais velha – Logo agora que eu já estava quase terminando!

– Realmente, que azar! – acrescentou a segunda – Mais um par de malhas e tinha acabado!

– Agora me lembro que não há mais velas em casa – disse a primeira – A mamãe não teve tempo de ir à aldeia comprar, coitada. Com tanta coisa que há para fazer em casa! E agora?

– Proponho que se vá pedir lume à bruxa Baba Yaga! – sugeriu a segunda.

– Para mim, basta-me a luz que vem da agulha de crochet – desculpou-se a primeira.

– Para mim também – fez coro a segunda – as agulhas de tricot dão luz suficiente!

Nem foi preciso arrumar mais argumentos! Vasilisa viu-se obrigada a entrar no bosque, para ir a casa da malvada bruxa. Porém, antes de sair, foi ao seu quartinho, deu de comer à sua boneca e disse-lhe:

– Querida bonequinha, come que te faz bem e ouve as minhas penas! As minhas meias-irmãs mandaram-me ir a casa da bruxa e ela vai me comer, com absoluta certeza.

Então, a bonequinha respondeu:

– Não tenhas medo, minha amiguinha. Vai ao bosque e leva-me contigo. Verás que nada te pode acontecer.

Vasilisa encheu-se de coragem, fez o sinal da cruz e entrou no bosque.  Mal tinha começado a andar e encontrou um cavaleiro: era todo branco, se vestia de branco e montava um cavalo branco. A visão foi fugaz e o cavaleiro desapareceu.  As luzes da manhã começaram a clarear o céu. Vasilisa caminhou durante o dia inteiro, até que, à noite, chegando próximo a uma clareira, viu um segundo cavaleiro: era completamente vermelho, se vestia de vermelho e montava um cavalo vermelho. No céu surgiu o sol.

Vasilisa começou a andar mais depressa e, para matar a fome, foi comendo algumas frutas silvestres. Finalmente, ao por do sol do terceiro dia, chegou à casa de Baba Yaga.  A casa era rodeada por uma paliçada feita de ossos humanos, nos quais haviam sido espetadas caveiras com olhos enormes. Duas tíbias(1) eram a tranca da porta da frente e maxilares com dentes afiados faziam as vezes de fechaduras. Vasilisa  encheu-se de medo. De repente, apareceu um terceiro cavaleiro: era completamente negro. A noite descera no bosque, vestia negro e montava um cavalo negro.

Vasilisa ficou imóvel e, exatamente quando perguntava a si mesma o que fazer, ouviu-se um estalido entre as folhas. Do bosque saiu a malvada Baba Yaga. Viajava dentro de seu almofariz e segurava na mão o pilão e uma vassoura.

– Cheira por aqui à carne humana! – suspeitou a terrível bruxa.

Vasilisa estava tão aterrorizada que se sentiu desmaiar. Tudo em volta era sinistro e Baba Yaga tinha um ar ameaçador. Mas resolveu encher-se de coragem. Já que ali estava, pelo menos ia tentar a sorte e pedir ajuda àquela terrível bruxa. Assim, aproximou-se da velha, inclinou-se e disse:

– Olá, avozinha! As minhas irmãs mandaram-me vir ter contigo, para te pedir lume.

– Conheço muito bem as três mulheres que vivem à entrada do bosque. Dou-te o fogo se ficares a viver comigo durante algum tempo. Dar-me-ás uma ajuda na lida da casa. Senão, como-te! – Depois voltou-se para a casa e ordenou:

– Abre-te, poderosa cancela! A dona da casa chegou!

A cancela se abriu rangendo e Baba Yaga entrou a assobiar.

Uma vez la dentro, a bruxa disse à Vasilisa:

– Abre o forno e traz-me tudo o que lá está para eu comer!

A comida que havia lá dentro dava para matar a fome a uma família inteira. Baba Yaga comeu e bebeu avidamente e só deu a Vasilisa um prato de sopa e um naco de pão. Terminado o jantar, a bruxa preparou-se para ir para a cama. Antes, porém, deu suas ordens para o dia seguinte:

– Ouve, pequena. Amanhã saio cedo. Trata de arrumar a casa! Varre o chão, prepara-me o jantar e tira um tabuleiro de grão da masseira. Lava-o e vê se tens tudo pronto antes de eu voltar.

Vasilisa sentiu o coração ficar apertado. Foi para a cama, deu de comer à boneca e disse-lhe:

– Querida bonequinha, come que te faz bem e ouve as minhas penas. Como vou tratar sozinha da casa inteira até a noite?

A bonequinha respondeu:

– Não tenhas medo, Vasilisa. Reza e vai deitar-te. Verás que amanhã encontraremos uma solução.

Ao ficar sozinha, o desalento se apoderou de Vasilisa mas, no momento em que se preparava para começar seu trabalho, deu conta que a casa estava em perfeita ordem e que até o grão já estava lavado. A bonequinha pensara em tudo e a jovem, contente, descobriu de novo o sorriso.

– Minha querida, és a minha salvação – disse Vasilisa. – Agora só falta preparar o jantar.

Ao dizer isto, começou, muito animada, a preparar um abundante banquete para a bruxa que, além de meter medo, tinha um apetite de dragão. Carne, legumes, doces e outras iguarias foram preparados para a velha.  À noite, Vasilisa pôs a mesa e esperou pela bruxa. Quando ela chegou, no bosque já tinha aparecido o cavaleiro negro e já era noite cerrada. Entrou em casa e perguntou severamente:

– Foi tudo feito?

– Vê com os teus próprios olhos – respondeu a jovem.

Quando viu que a casa já estava bem limpa e arrumada, a velha se irritou e gritou:

– Fiéis servidores, tragam-me um alqueire de grão! – e voltando para a menina: – Vês este grão? Exijo que amanhã a noite esteja limpo de todas as sementes de papoula que tem dentro. Senão, como-te.

Dito isto, a velha jantou e deitou-se. Mais uma vez Vasilisa se dirigiu à sua fiel boneca, que a aconselhou a não se preocupar, pois tudo correria muito bem. Vasilisa já se havia acostumado ao temperamento da feiticeira. Deitou-se um pouco mais calma, pensando no rosto doce de sua querida mãe e na preciosa ajuda da sua fiel bonequinha. Cansada do dia que tivera, fechou os olhos e adormeceu.

No dia seguinte a velha saiu e, num abrir e fechar de olhos, o grão ficou limpo de todas as sementes de papoula. Nem é preciso dizer como ficou Baba Yaga quando, ao regressar, viu o trabalho tão bem feito. Fingindo-se satisfeita, a velha sentou-se para jantar, enquanto Vasilisa ficava de pé, em silêncio.

– Porque não falas? – perguntou a certa altura a velha.

– Tenho algumas perguntas a fazer – disse a menina – Quando vim ter contigo, apareceu no bosque um cavaleiro todo branco, montado num cavalo branco. Quem era?

– O que viste foi o dia luminoso. – respondeu Baba Yaga com a voz bem afável.

Enquanto conversavam, a bruxa comia e bebia avidamente e, entre uma garfada e um trago de vinho, lançava um olhar à jovem. Mas Vasilisa já não tinha medo e, com os seus lindos olhos, sustentava o olhar da bruxa. Depois de um longo silêncio, que lhe pareceu interminável, a menina continuou:

– Vi um segundo cavaleiro. Era vermelho e montava um cavalo vermelho. Quem era?

– O que viste foi o sol radioso. – respondeu Baba Yaga.

– Também vi um cavaleiro todo negro, montado num cavalo negro. Diz-me, quem era?

– O terceiro cavaleiro –  tornou-lhe a velha com voz rouca – é a noite tenebrosa. São os três meus servidores mais fiéis. Mas agora deixa que te pergunte. – disse Baba Yaga – Como consegues levar a cabo com tanta perfeição os trabalhos que te mando fazer?

– A força que tenho vem da benção da minha mãe. – respondeu Vasilisa.

– Se é assim – enfureceu-se Baba Yaga, – sai da minha casa! Não quero gente abençoada ao pé de mim!

Dizendo isto, expulsou-a para o pátio, deu-lhe uma caveira com uma vela lá dentro e mandou-a embora.

– Aqui tens o lume que pediste. Agora desaparece!

Vasilisa correu pelo bosque com quantas forças tinha, mas só chegou em casa na noite do dia seguinte. Por um momento pensou em ficar só com a vela e jogar fora a caveira, mas uma voz lhe pediu:

– Não me jogues fora! Leva-me para a casa de tua madrasta e das tuas meias-irmãs.

Quando Vasilisa chegou em casa, as três mulheres receberam-na com todo o tipo de lisonjas, fingindo-se muito felizes por vê-la novamente. Vasilisa deu-lhes o lume, mas as pequenas chamas que saltavam da caveira assustavam-nas tanto, que nem ousavam olhar para ela.

– Como nós pensamos em ti! – dizia a falsa madrasta – Estávamos com tanto medo de que Baba Yaga te tivesse feito uma bruxaria e que nunca mais pudesses voltar!

– É verdade – acrescentavam as irmãs em coro – já tínhamos decidido mandar um guarda à tua procura, mas felizmente voltaste.

Vasilisa nem queria acreditar no que ouvia! Seria possível que aquelas mulheres tivessem mudado tanto em tão pouco tempo?

Enganava-se. A madrasta e as suas meias-irmãs só tinham medo das pequenas chamas que saíam da caveira e pensavam que Vasilisa ia se servir dela para lhes fazer mal.  A menina, porém, como era boa, pôs-lhes a caveira no quarto, para que fossem elas a ficar com luz de noite. Na manhã seguinte, quando acordou, viu, com espanto, que a madrasta e as meias-irmãs tinham desaparecido: a chama da caveira reduzira-as a cinzas.

Sozinha à espera do pai, a menina mudou-se para outra terra onde uma velhinha caridosa a acolheu. Para ganhar a vida Vasilisa começou a fiar linho, mas, quando chegou o inverno, já tinha acumulado tanto fio que nem sabia o que fazer com todo aquele linho. Por isso, pediu conselho à bonequinha, que lhe disse:

– Traz-me um tear velho e crinas de cavalo, do resto trato eu.

A jovem seguiu estas indicações e, como por encanto, na manhã seguinte encontrou na sua cama um tecido tão belo e tão fino que podia flutuar, de tão leve, como uma pluma.

Na primavera, Vasilisa disse à velhinha:

– Avó, vende o tecido e guarda o dinheiro para ti.

– E quem haveria de comprar um tecido tão precioso? Só o czar* o poderia vestir! Vou levá-lo à corte. – decidiu.

Dito isto, a velhinha dirigiu-se ao palácio onde foi recebida pessoalmente pelo czar. Ficou deslumbrada com a beleza do palácio. À sua volta tudo era tão luxuoso! A princípio, sentiu-se assustada, mas depois, com alguma coragem, aproximou-se do czar, fez-lhe uma grande reverência e lhe mostrou o precioso tecido.

O soberano ficou surpreendido com tamanha beleza.

– Este tecido é maravilhoso! – exclamou o rei – Compro-te e, em troca, dar-te-ei muitos presentes.

E assim o fez. Deu à velha uma grande quantia em dinheiro e vários objetos de valor. Depois, chamou ao palácio os melhores alfaiates do reino para que lhe fizessem doze camisas. Tudo se passou com grande rapidez. Os alfaiates chegaram logo, porém ao verem o tecido, nenhum ousou começar o trabalho. Eram indispensáveis as mãos delicadas da mais hábil costureira. Então, o czar mandou chamar a velhinha.

– Só tu mostraste tal habilidade que poderias fazer minhas camisas. – disse o czar.

– Saberá Vossa Majestade que o mérito não é meu. É da pobre menina que vive comigo. – respondeu a velhinha.

– Neste caso, que coza ela! – Concluiu o soberano.

A velhinha despediu-se e voltou para casa.

Vasilisa meteu mãos à obra e dentro de pouco tempo tinha feito uma dúzia de lindíssimas camisas. Quando ficaram prontas, dirigiram-se as duas para o palácio. A garota esperou na carruagem, com a bonequinha no colo. Parecendo-lhe que não havia meio de o tempo passar, lembrou-se da mãe. Foi então que viu a velhinha ir ter com ela.

– Sua Majestade deseja conhecer a jovem cujas delicadas mãos lhe souberam fazer as camisas. – disse ela, comovida.

Mal chegou á presença do czar, este apaixonou-se logo dela.

– A tua beleza só tem igual nos teus modos gentis. – elogiou o soberano, que, pouco depois, se casava com ela, com grande pompa.

Por fim, regressou o pai da noiva que, feliz com a sorte que a filha tivera, aceitou viver com ela e com a velhinha no palácio. Viveram todos muito felizes e Vasilisa nunca mais se separou de sua boneca.”

Todas as imagens que foram utilizadas nesse post são do ilustrador Ivan Bilibin.

*Pros leigos da cultura russa, czar, tsar ou tzar é um título usado pela monarquia russa.

Hasta luego, seus lindos!

Laís

0 comment on Baba Yaga e Vasilisa, a Bela, de Alexander Afanasyev

  1. Vanessa Diniz
    27/07/2015 at 01:13 (2 anos ago)

    Eu adorava essa história quando era pequena mas não conseguia lembrar mais o nome da princesa. E voltei à infância quando encontrei seu post. Obrigada por compartilhar!

    • Laís Sperandei
      31/07/2015 at 17:12 (2 anos ago)

      Vanessa, tu não sabe o quanto teu comentário me fez feliz. Que bom, mesmo. Espero que possamos fazer isso mais vezes, ao compartilhar um pouquinho dos contos de fadas que a gente ama! Um beijão!

  2. Paulo
    06/01/2016 at 12:51 (2 anos ago)

    Achei lindo esse conto . Estou fazendo uma série de ilustrações de contos de fada e pesquiso algumas histórias . Fazendo isso ,achei um livro desse conto russo em inglês pra vender , mas resolvi antes de compra-lo ver se a estoria me encantava . E dei de cara com a sua página e seu doce humor irônico . Muito obrigado .

    • Laís Sperandei
      06/01/2016 at 13:01 (2 anos ago)

      Paulo, que bom que gostou do blog! É sempre bom ver caras novas por aqui hahaha e né, Vasilisa é amorzinho, uma das minhas personagens favoritas. MAS HEIM faz o favor de mandar as ilustras pra genteeee, porque a curiosidade pegou. <3333

  3. Rafael da Cruz Freitas
    24/09/2016 at 23:31 (11 meses ago)

    Que conto de Fadas mais lindo. Seu blog é um verdadeiro achado para quem pesquisa contos de fadas diferentes dos mais conhecidos para apresentar aos alunos nas aulas de Língua Portuguesa e Literatura.

    Parabéns pelo trabalho.

    • Laís Sperandei
      12/12/2016 at 15:43 (8 meses ago)

      Muito obrigada, Rafael! Ficamos felizes em ver que nossas pesquisas e algumas traduções trazem coisas boas para as pessoas que se interessam por esse assunto.

2Pingbacks & Trackbacks on Baba Yaga e Vasilisa, a Bela, de Alexander Afanasyev

  1. […] ave é bem comum em muitos dos contos de fada russos, assim como a Vasilisa (eu até sei da existência de um conto em que os dois estão presentes… Nota mental: […]

  2. […] o conto foi contado e recontado por muita gente. Alexander Afanasyev (já postamos um conto dele aqui), por exemplo, coletou diversas variantes do conto em seu Russian Fairy Tales; Andrew Lang (que […]